Índice
- Tipos de Vinho por Cor
- Tipos de Vinho por Envelhecimento e Classificação
- Combinações de Tipos de Vinho com Comidas
- Tipos de Vinho por Região e Prestígio
- Tipos de Vinhos por Características Sensoriais
- Tipos de Vinhos por Castas
- Vinhos Experimentais e Influenciados por Outras Bebidas
- Vinhos Tradicionais e de Pequena Produção
- Perguntas Frequentes sobre Tipos de Vinhos (FAQ)
- Conclusão
Conhecer os diferentes tipos de vinho é o primeiro passo para quem deseja descobrir novos sabores, fazer melhores escolhas e aproveitar ao máximo cada taça. O mundo do vinho é incrivelmente diverso, e entender suas categorias ajuda não só na hora da compra, mas também na hora de harmonizar com a comida, com o clima e com o momento certo.
Nesta página, você encontrará uma visão completa e organizada sobre os principais tipos de vinho, divididos por cor, casta, método de produção, região, envelhecimento, características sensoriais e até mesmo por estilos mais tradicionais ou experimentais. Cada categoria foi cuidadosamente pensada para guiar tanto quem está começando quanto quem já aprecia o vinho com profundidade.
Se você já se perguntou qual vinho combina melhor com o seu gosto, por onde começar ou como escolher entre um tinto envelhecido e um branco frutado, essa é a sua página.
Aqui você vai explorar, por exemplo:
- As diferenças entre vinhos tintos, brancos, rosés, verdes e até azuis
- Os vinhos produzidos com castas clássicas, como Malbec, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e muitas outras
- Os estilos de vinhos mais marcantes, como os licorosos, espumantes, envelhecidos ou naturais
- Vinhos de regiões renomadas, como Bordeaux, Chianti, Douro ou Rioja
- E até os vinhos artesanais e experimentais, que revelam a criatividade e a paixão de pequenos produtores
Um bom vinho começa com uma boa escolha. E a melhor escolha começa com o conhecimento.

Tipos de Vinho por Cor
Uma das formas mais intuitivas e populares de classificar os tipos de vinho é pela sua cor. Essa característica visual reflete não apenas o tipo de uva utilizado, mas também o método de produção, o tempo de contato com as cascas e até o estágio de maturação.
Cada tonalidade traz consigo uma identidade sensorial única, que influencia tanto o aroma quanto o paladar. Abaixo, conheça os principais tipos de vinho por cor:
- Vinho Azul – Um vinho ousado e contemporâneo, que se destaca pela coloração vibrante resultante de pigmentos naturais ou técnicas modernas. Geralmente leves e adocicados, são muito populares entre o público jovem e curioso.
- Vinho Branco – Elaborado a partir de uvas brancas (ou tintas sem contato com as cascas), o vinho branco é refrescante, versátil e excelente para climas quentes. Pode ser seco, suave, frutado ou complexo, dependendo da uva e do processo de vinificação.
- Vinho Rosé – Com tonalidades que vão do salmão ao rosa vibrante, o rosé é produzido a partir de uvas tintas com curta maceração. Combina leveza com um leve toque tânico, ideal para ocasiões descontraídas e refeições leves.
- Vinho Tinto – O mais tradicional dos estilos, feito com uvas tintas e geralmente envelhecido por mais tempo. Pode variar de vinhos jovens e frutados a grandes exemplares estruturados e potentes, com taninos e acidez marcantes.
- Vinho Verde – Uma especialidade portuguesa, especialmente da região do Minho. Apesar do nome, não tem a ver com cor, mas com juventude e frescor. São vinhos leves, muitas vezes com leve efervescência, ideais para dias quentes e pratos leves.
Compreender essas cores é uma ótima porta de entrada para identificar os estilos que mais agradam o seu paladar e os melhores momentos para cada um deles.

Tipos de Vinho por Envelhecimento e Classificação
Outro critério fundamental na classificação dos tipos de vinho é o tempo de envelhecimento e os métodos de classificação técnica aplicados durante sua produção. Esses fatores interferem diretamente na complexidade, intensidade e perfil sensorial da bebida.
Alguns vinhos passam por barricas de carvalho, outros são elaborados com misturas específicas de uvas ou seguem regulamentações que os enquadram em categorias como varietais, licorosos ou até mesmo sem álcool. Veja os principais:
- Kosher – Vinhos produzidos de acordo com as leis dietéticas judaicas. São supervisionados por rabinos e exigem regras rigorosas durante a vinificação, mas podem ser de qualquer estilo: branco, tinto, seco ou doce.
- Vinho Barricado – Vinhos que passam por envelhecimento em barricas de carvalho. Esse processo traz notas amadeiradas, especiarias, baunilha e estrutura mais encorpada ao vinho, especialmente nos tintos.
- Vinho Blend – Resultado da mistura de duas ou mais castas, os blends equilibram características diversas e criam rótulos únicos. Muitas das regiões clássicas do mundo produzem blends com fórmulas consagradas.
- Vinho Espumante – Vinhos que passam por fermentação que gera gás carbônico natural. Champagne, Cava e Prosecco são exemplos famosos. Têm borbulhas e podem ser brut, demi-sec, doce ou nature.
- Vinho Frisante – Menos efervescente que o espumante, o frisante possui leve gás carbônico, o que confere frescor e leveza. Muito popular em vinhos jovens e frutados.
- Vinhos de Talha – Produzidos em ânforas de barro, esses vinhos seguem métodos ancestrais, preservando a rusticidade e a autenticidade do terroir. São comuns em Portugal e na Geórgia.
- Vinhos Envelhecidos – Vinhos com longo tempo de maturação, seja em barrica ou garrafa. Desenvolvem complexidade, aromas terciários e maior profundidade de sabor.
- Vinhos Fortificados – Recebem adição de álcool vínico durante ou após a fermentação, aumentando teor alcoólico e preservando açúcares naturais. Exemplo: Porto, Madeira e Jerez.
- Vinhos Gaseificados – Diferem dos espumantes e frisantes porque recebem gás carbônico de forma artificial, conferindo borbulhas mais rápidas e efêmeras.
- Vinhos Licorosos – São vinhos doces e potentes, geralmente fortificados e com alto teor alcoólico. Servidos como digestivos ou acompanhando sobremesas.
- Vinhos Naturais – Feitos com mínima intervenção humana, sem aditivos químicos ou técnicas industriais. Podem apresentar características mais rústicas e artesanais.
- Vinhos Sem Álcool – Vinhos que passam por processo de remoção de álcool, mas tentam manter as características sensoriais da bebida original. Ideal para quem busca moderação.
- Vinhos Varietais – Elaborados com uma única variedade de uva. Essa classificação destaca as características da casta principal, como em um Cabernet Sauvignon ou Chardonnay varietal.
Essa ampla gama de categorias permite que cada consumidor encontre um tipo de vinho que corresponda ao seu gosto pessoal, ocasião e até restrições alimentares ou de estilo de vida.
Combinações de Tipos de Vinho com Comidas
Uma das formas mais prazerosas de apreciar o vinho é combiná-lo com a gastronomia. As harmonizações certas não só valorizam os sabores dos alimentos, como também revelam nuances e complexidades no vinho que, muitas vezes, passariam despercebidas. Conhecer as combinações mais clássicas — e também as mais ousadas — pode transformar completamente sua experiência à mesa.
Vinhos Tintos
Os vinhos tintos são ideais para pratos mais intensos e ricos em sabor. Carnes vermelhas, massas com molhos encorpados e queijos curados são ótimos companheiros. Vinhos como o Cabernet Sauvignon, Malbec e Syrah harmonizam bem com churrascos, risotos trufados e carnes de caça.
Vinhos Brancos
Os vinhos brancos combinam perfeitamente com refeições mais leves. Pratos à base de peixes, frutos do mar, saladas e queijos suaves, como o brie e o camembert, são excelentes opções. Variedades como Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling também casam bem com comida asiática, ceviches e preparações cítricas.
Vinhos Rosés
Versáteis e refrescantes, os vinhos rosés funcionam muito bem em situações informais e pratos com sabores equilibrados. São ótimos com tábuas de frios, saladas com frutas, culinária mediterrânea e até com comidas levemente apimentadas, como a cozinha tailandesa ou mexicana.
Vinhos Espumantes
Os espumantes são indicados para celebrações, mas também funcionam muito bem na harmonização. Os tipos Brut e Nature acompanham bem entradas, ostras e sushi, enquanto os Demi-Sec ou moscatéis harmonizam com sobremesas, frutas e pratos à base de queijos suaves.
Vinhos Doces
Os vinhos doces como o Porto, Jerez, Sauternes e vinhos de colheita tardia, têm grande afinidade com sobremesas à base de frutas secas, tortas, queijos azuis (como o gorgonzola) e até com chocolate amargo. Também funcionam bem como digestivos ou em momentos de contemplação.
Combinações Inusitadas
A harmonização não precisa se limitar às regras clássicas. Algumas combinações inusitadas têm conquistado apreciadores: vinho com pizza, hambúrguer artesanal, chocolate, pipoca e até pratos veganos. O importante é experimentar e descobrir o que funciona melhor para o seu paladar.
Seja qual for o tipo de vinho escolhido, a harmonização com comida é uma oportunidade para criar experiências sensoriais memoráveis. Com um pouco de curiosidade e ousadia, o vinho pode se transformar no par perfeito para qualquer prato.

Tipos de Vinho por Região e Prestígio
Alguns tipos de vinho ganham reconhecimento internacional não apenas por suas uvas ou processos de produção, mas também por sua origem geográfica e o prestígio histórico de suas regiões vinícolas. Estes vinhos carregam identidade própria, muitas vezes regulada por sistemas de denominação de origem, e expressam com excelência as características do terroir de onde vêm.
Conheça alguns dos vinhos mais emblemáticos por região e renome:
- Colares – Um dos vinhos mais raros de Portugal, produzido em solos arenosos da região de Lisboa. Conhecido por sua longevidade e personalidade distinta.
- Marsala – Tradicional vinho fortificado italiano da Sicília, famoso por seu uso culinário e por seus estilos doces e secos.
- Sauternes – Vinho doce francês produzido em Bordeaux, feito com uvas botritizadas. É elegante, complexo e perfeito para harmonizar com foie gras ou sobremesas refinadas.
- Toro – Região da Espanha que produz tintos potentes e encorpados com a uva Tempranillo (localmente chamada de Tinta de Toro). Vinhos estruturados e de grande longevidade.
- Vale do Uco – Sub-região de Mendoza, na Argentina, que se destacou nos últimos anos por seus Malbecs de altitude, elegantes e aromáticos.
- Vinho Beaujolais – Francês, feito com a uva Gamay. Leve, frutado e jovial, com destaque para o famoso Beaujolais Nouveau.
- Vinhos do Alentejo – De Portugal, são encorpados e macios, produzidos com castas autóctones e sob clima quente e seco.
- Vinhos Amarone della Valpolicella – Originários do Vêneto, na Itália, esses tintos intensos são feitos com uvas passificadas, oferecendo concentração e elegância.
- Vinhos Barolo – Conhecido como o “rei dos vinhos italianos”, feito com Nebbiolo no Piemonte. Tânico, complexo e de grande guarda.
- Vinhos Bordeaux (ou Bordô) – Entre os mais renomados do mundo, são blends franceses com grande potencial de envelhecimento, equilibrando elegância e estrutura.
- Vinhos Borgonha – Produzidos na região da Borgonha, na França, esses vinhos são famosos por sua finesse, especialmente os Pinot Noir e Chardonnay.
- Vinhos Brunello di Montalcino – Italianos da Toscana, feitos com Sangiovese. Vinhos complexos, elegantes e com enorme capacidade de envelhecimento.
- Vinhos Chianti – Também da Toscana, os Chianti são tintos secos e gastronômicos, produzidos majoritariamente com Sangiovese.
- Vinhos Châteauneuf-du-Pape – Um dos mais nobres vinhos do sul da França, combina diversas castas e oferece complexidade aromática e potência.
- Vinhos Côte-Rôtie – Vinhos da região do Rhône, na França, famosos pelos tintos feitos com Syrah (e, às vezes, Viognier), cheios de caráter.
- Vinhos da Madeira – Fortificados da ilha da Madeira (Portugal), conhecidos pela acidez vibrante e pela resistência ao tempo e oxidação.
- Vinhos de Terroir – Expressam de forma marcante o solo, clima e práticas locais da vinificação. São altamente valorizados por sua identidade única.
- Vinhos do Dão – Portugueses que combinam elegância, frescor e tipicidade. Utilizam castas como Touriga Nacional e Alfrocheiro.
- Vinhos do Porto – Fortificados de renome internacional, com produção restrita ao Douro. São doces, alcoólicos e indicados para sobremesas ou ocasiões especiais.
- Vinhos do Douro – Além do Porto, a região produz vinhos tintos e brancos secos de altíssima qualidade, com intensidade e estrutura.
- Vinhos Jerez – Conhecidos como Sherry, são vinhos espanhóis fortificados com estilos que vão do seco ao doce. Exóticos e complexos.
- Vinhos Montepulciano d’Abruzzo – Tintos italianos produzidos com a uva Montepulciano, caracterizados por corpo médio, maciez e excelente custo-benefício.
- Vinhos Rioja – Espanhóis icônicos, elaborados principalmente com Tempranillo. Envelhecidos em carvalho, são vinhos equilibrados e elegantes.
- Vinhos Seña – Ícone do Chile, o Seña é um vinho de prestígio internacional, resultado de parcerias entre grandes enólogos e expressões únicas do terroir chileno.
Esses vinhos representam não apenas regiões, mas histórias, tradições e um prestígio construído ao longo de séculos. São escolhas ideais para quem busca experiências enológicas profundas e autênticas.

Tipos de Vinhos por Características Sensoriais
A experiência de degustar um vinho está profundamente ligada aos sentidos. O aroma, o sabor, a textura e até mesmo a temperatura com que o vinho é servido influenciam diretamente na percepção do consumidor. Por isso, uma das formas mais populares de classificação é aquela baseada nas características sensoriais dos vinhos — especialmente no grau de doçura, intensidade de aromas e estilo gustativo.
Veja a seguir os principais tipos de vinho organizados segundo essas percepções sensoriais:
- Vinho Doce – Apresenta uma alta concentração de açúcar residual natural da uva. São ideais para harmonizar com sobremesas, queijos azuis ou até foie gras. Exemplo: Sauternes.
- Vinho Seco – Contém pouco ou nenhum açúcar residual perceptível ao paladar. É o tipo mais comum e versátil, encontrado em diversas castas e estilos, ideal para harmonizações gastronômicas.
- Vinho Suave – Termo popular no Brasil para vinhos tintos ou brancos com dulçor perceptível, geralmente mais acessíveis e agradáveis para iniciantes. Costumam ser leves e fáceis de beber.
- Vinho Frutado – Destaca-se por aromas e sabores que remetem a frutas frescas ou maduras. Pode ser seco ou levemente doce, e é muito popular entre quem busca um vinho expressivo e acessível.
- Vinhos para Servir Gelado – Alguns vinhos são mais apreciados em baixas temperaturas, o que intensifica a refrescância e suaviza certos aromas. Entre eles, destacam-se:
- Espumantes e frisantes
- Vinhos brancos leves (como Sauvignon Blanc)
- Rosés jovens e frutados
- Alguns vinhos doces (como Moscato)
Compreender essas diferenças sensoriais ajuda não apenas a escolher um vinho mais adequado ao seu gosto, mas também a encontrar as melhores harmonizações para cada ocasião. Afinal, a escolha certa pode transformar uma refeição ou um momento em algo verdadeiramente memorável.
Tipos de Vinhos por Castas
Um dos modos mais fundamentais de classificar vinhos é pela casta de uva utilizada em sua produção. Cada variedade de uva possui características únicas que influenciam diretamente o sabor, o aroma, a cor e a estrutura do vinho. Essa diversidade é responsável pela grande riqueza do universo vinícola, com perfis que vão desde vinhos leves e frutados até encorpados e tânicos.
A seguir, conheça algumas das castas mais representativas e os tipos de vinhos associados a elas:
- Alfrocheiro – Uva típica de Portugal, muito usada no Dão, produz vinhos tintos elegantes, com boa acidez e aromas de frutas vermelhas.
- Alvarinho – Uva branca ibérica, comum nos vinhos verdes, especialmente em regiões como o Minho e a Galícia. Resulta em vinhos frescos, com notas cítricas e minerais.
- Arinarnoa – Casta híbrida de origem francesa, cruzamento entre Tannat e Cabernet Sauvignon. Produz vinhos tintos com taninos firmes e excelente capacidade de guarda.
- Bonarda – Muito cultivada na Argentina, gera tintos intensos, com notas de frutas pretas, corpo médio e taninos macios.
- Espadeiro – Uva tinta portuguesa usada em vinhos verdes tintos ou rosados. Leve, frutada e com uma acidez viva.
- Loureiro – Casta branca portuguesa aromática, muito presente nos vinhos verdes. Produz vinhos delicados com notas florais e cítricas.
- Moscatel / Moscato – Conhecida pelo seu aroma intenso e perfil adocicado. Bastante usada em espumantes, vinhos doces e licorosos.
- Riesling – Uva branca originária da Alemanha, famosa pela sua acidez vibrante e notas florais e minerais. Pode ser seca ou doce.
- Sangiovese – Principal uva da Toscana, utilizada em vinhos como Chianti e Brunello. Produz tintos estruturados, com boa acidez e sabores terrosos e frutados.
- Torrontés – Variedade branca aromática típica da Argentina. Seus vinhos são florais, frescos e fáceis de beber.
- Trincadeira – Uva tinta portuguesa com aromas herbáceos e de frutos maduros. Usada em vinhos estruturados, especialmente no Alentejo.
- Vinhão – Variedade tinta do norte de Portugal, conhecida pela cor intensa e acidez marcante. Muito usada em vinhos verdes tintos.
- Zinfandel – Uva tinta americana de grande expressão na Califórnia. Seus vinhos variam entre frutados e adocicados, até versões potentes e encorpadas.
Além dessas, destacam-se também os vinhos elaborados com castas internacionalmente conhecidas, que muitas vezes aparecem em rótulos já com o nome da uva:
- Vinho Cabernet Sauvignon
- Vinho Carmenere
- Vinho Chardonnay
- Vinho Malbec
- Vinho Shiraz / Syrah
- Vinho Tannat
- Vinho Tempranillo
- Vinho Touriga Franca
- Vinho Touriga Nacional
- Vinhos Lambrusco
- Vinhos Merlot
- Vinhos Pinot Noir
- Vinhos Pinotage
- Vinhos Primitivo
Conhecer as castas de uvas ajuda a desenvolver o paladar, entender rótulos e escolher vinhos com maior assertividade — seja para uma ocasião especial ou para o dia a dia.

Vinhos Experimentais e Influenciados por Outras Bebidas
O mundo do vinho está em constante evolução, e entre as tendências que mais se destacam estão os vinhos experimentais — criações ousadas que fogem do padrão tradicional e exploram novas possibilidades de sabor, técnica e inspiração. Um exemplo interessante são os vinhos influenciados por outras bebidas alcoólicas, como o vinho bourbon.
Esses rótulos normalmente se baseiam em métodos alternativos de produção ou em técnicas de envelhecimento que remetem a outros estilos de bebida, como o uso de barris que antes armazenaram destilados, adição de elementos aromáticos ou até fusões criativas.
Vinho Bourbon: o clássico repaginado
O vinho bourbon não é uma variedade de uva, mas sim um estilo que utiliza barris previamente usados para o envelhecimento de bourbon (um tipo de uísque americano). Ao ser maturado nesse tipo de recipiente, o vinho adquire notas marcantes de baunilha, caramelo, tostado e especiarias.
Esse processo resulta em vinhos mais robustos, com grande intensidade aromática, taninos presentes e um perfil sensorial que agrada aos paladares que apreciam bebidas alcoólicas mais complexas. Geralmente, esse estilo é produzido com uvas tintas como Zinfandel, Cabernet Sauvignon ou Merlot.
Apesar de ainda não serem amplamente conhecidos, os vinhos influenciados por outras bebidas — como o vinho bourbon — ganham espaço no mercado por sua originalidade e por cativarem consumidores em busca de experiências novas e memoráveis.
Vinhos Tradicionais e de Pequena Produção
Enquanto o mercado vinícola se expande com inovações e grandes produções, há um nicho que mantém viva a essência do vinho como expressão cultural e artesanal: os vinhos tradicionais e os de pequena produção. Estes rótulos são elaborados por vinícolas familiares ou comunitárias, geralmente com métodos antigos e mínima intervenção tecnológica.
Nessa categoria, destacam-se dois estilos muito valorizados por quem busca autenticidade e identidade no que consome:
- Vinhos Artesanais
- Vinhos Coloniais
Vinhos Artesanais
Os vinhos artesanais são elaborados com foco na qualidade e na tradição. Produzidos em pequena escala, muitas vezes por vinicultores independentes, esses vinhos priorizam práticas sustentáveis e o cuidado em cada etapa do processo. O resultado são rótulos com personalidade única, que expressam o terroir e o saber-fazer local.
Esses vinhos costumam ser encontrados em feiras, mercados locais ou diretamente nas vinícolas que os produzem. Seu apelo está no resgate da tradição, na valorização das raízes e na relação direta com o consumidor.
Vinhos Coloniais
Já os vinhos coloniais são especialmente representativos da história da viticultura em diversas regiões do Brasil, sobretudo no Sul do país. São vinhos simples, com forte apelo regional, muitas vezes produzidos com uvas americanas ou híbridas, como a Isabel ou a Bordô. O estilo colonial remete à rusticidade e à cultura dos imigrantes, sendo consumido em ambientes familiares ou festivos.
Embora não tenham a sofisticação dos vinhos de guarda, os vinhos coloniais carregam um valor simbólico e cultural, e fazem parte do cotidiano de muitas comunidades. Para muitos, são o primeiro contato com o mundo do vinho.
Esses rótulos não só preservam a identidade local como também fomentam a economia das pequenas propriedades, reforçando a importância da diversidade dentro do universo vinícola.
Perguntas Frequentes sobre Tipos de Vinhos (FAQ)
Ao explorar o vasto universo dos vinhos, é natural que surjam dúvidas comuns sobre como identificar, selecionar ou até mesmo entender as diferenças entre os muitos estilos existentes. Nesta seção, reunimos as perguntas mais frequentes para esclarecer esses pontos e ajudar você a fazer escolhas mais confiantes e prazerosas.
Como escolher o tipo de vinho ideal?
A escolha do tipo de vinho ideal depende de três fatores principais: seu paladar pessoal, a ocasião e a harmonização desejada. Se prefere sabores mais suaves e doces, vinhos como o moscatel ou vinhos suaves podem ser um bom começo. Já para quem aprecia complexidade e estrutura, vinhos tintos encorpados ou vinhos envelhecidos são ótimas opções. Para dias quentes ou pratos leves, vinhos brancos e rosés são refrescantes e versáteis. E se o objetivo é celebrar, nada como um espumante. A melhor maneira de descobrir o seu tipo ideal é experimentar diferentes estilos, preferencialmente acompanhando bons momentos e refeições.
Quais são os tipos de vinho existentes?
Os vinhos podem ser classificados de diversas formas, dependendo do critério usado. Veja as principais formas de categorização:
- Por cor: Vinho tinto, branco, rosé, verde e até mesmo vinho azul.
- Por sabor e doçura: Vinhos secos, suaves, doces e frutados.
- Por método de produção: Vinhos espumantes, frisantes, fortificados, naturais, entre outros.
- Por envelhecimento e classificação: Vinhos barricados, envelhecidos, licorosos, de talha, etc.
- Por origem ou prestígio: Bordeaux, Chianti, Rioja, Barolo, e outras denominações clássicas.
- Por uvas (castas): Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Syrah, Pinot Noir, entre dezenas de outras.
Essas classificações ajudam o consumidor a navegar por uma oferta vasta de rótulos, permitindo encontrar com mais facilidade os vinhos que combinam com seu gosto pessoal ou com a ocasião desejada.
Conclusão
Ao explorar os diferentes tipos de vinho, descobrimos que o universo da bebida vai muito além das cores clássicas ou das uvas mais conhecidas. Cada estilo — seja ele definido pela cor, pelo envelhecimento, pelo método de produção, pela origem ou mesmo pela sensorialidade — traz consigo uma riqueza de histórias, técnicas e experiências que merecem ser saboreadas com atenção e curiosidade.
Entender essas categorias é o primeiro passo para encontrar o vinho ideal para o seu paladar, ocasião ou momento especial. Mais do que uma simples bebida, o vinho é cultura, tradição e inovação reunidas em uma taça.
Explore mais e compartilhe
Agora que você já conhece os principais tipos de vinho, aproveite para aprofundar-se em cada categoria. Explore nossas páginas dedicadas a cada estilo e descubra novos rótulos, harmonizações e curiosidades que vão elevar sua experiência com o vinho a outro nível.
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